Educando Positivamente - Afinal, o que é um Mau Comportamento? - por Gabriela Menezes

Educando Positivamente

20 Janeiro, 2021

A grande reclamação dos pais e professores é o mau comportamento das crianças. Mas, afinal, o que é o mau comportamento?

As crianças tomam decisões sobre si mesmas e sobre como se comportam baseadas em como elas vêem a si mesmas em relação aos outros e em como elas pensam que os outros se sentem em relação a elas. Elas estão, a todo o momento, tomando decisões e formando crenças sobre si mesmas, sobre o mundo e sobre o que precisam fazer para sobreviver ou prosperar. 

Assim, para compreender o mau comportamento, é fundamental compreender que todo o comportamento é baseado em um objetivo e o primeiro objetivo de todo ser humano é ser aceito. O que acontece é que as crianças não têm consciência do objetivo que querem atingir, então há momentos em que elas têm ideias equivocadas sobre como podem conseguir o que querem e se comportam de formas que as levam justamente ao contrário do seu objetivo. 

A Dra Jane Nelsen, idealizadora da Disciplina Positiva define que: "um mau comportamento nada mais é do que falta de conhecimento (ou consciência), uma ausência de habilidades eficazes e comportamentos adequados do ponto de vista do desenvolvimento, desencorajamento - ou, frequententemente, uma questão que nos convida a utilizar nosso cérebro primitivo para o qual a única opção é disputa por poder, desistência e comunicação ineficaz".

 

A Disciplina Positiva fala em quatro objetivos equivocados e comportamentos:

1. Atenção indevida - a crença equivocada: "Eu me sinto aceito apenas quando tenho a sua atenção";

2. Poder mal dirigido - a crença equivocada: "Eu me sinto aceito apenas quando sou o chefe, ou pelo menos quando não deixo você mandar em mim";

3. Vingança - a crença equivocada: "Eu não me sinto aceito, mas pelo menos posso me vingar";

4. Inadequação assumida - a crença equivocada: "É impossível ser aceito. Eu desisto".

 

Entendendo o objetivo equivocado que está em ação, torna-se possível utilizar intervenções mais respeitosas e úteis, e que ajudarão as crianças a atingirem o seu objetivo de ser aceitas, além de ajuda-las a desenvolver habilidades sociais e de vida.


Educar, para florescer!