Entrevista com Professor Fábio Pratali: Os 4Es essenciais da educação e da vida

18 Julho, 2025
Entrevista | Professor Fábio Pratali: Os 4Es essenciais da educação e da vida
Por IBFE Campinas
No dia 9 de agosto, o IBFE promove em Campinas/SP um evento gratuito e inspirador: o Simpósio de Educação Socioemocional, voltado para educadores, gestores escolares, pais e todos que acreditam na potência transformadora das emoções no processo de aprendizagem.
Um dos destaques da programação é a palestra de abertura com o professor Fábio Pratali, que trará o tema: "Os 4Es essenciais da educação e da vida" — um convite à reflexão profunda sobre como energia, entusiasmo, emoção e encanto (os 4Es) podem transformar o ambiente educacional e as relações humanas dentro e fora da escola.
Nesta entrevista exclusiva, o professor compartilha os principais pontos de sua palestra, reflete sobre a urgência da educação socioemocional e aponta caminhos para uma escola mais inclusiva, empática e conectada com os desafios do presente.
O evento é gratuito, com emissão de certificado digital.
Confira a programação completa e faça sua inscrição pelo link:
https://www.ibfeduca.com.br/simposiosocioemocional
Entrevista com Professor Fábio Pratali: Os 4Es essenciais da educação e da vida
1. Professor Fábio, você falará no Simpósio sobre os "4Es essenciais da educação e da vida". Pode nos explicar brevemente o que representa cada um desses "Es" e como eles se conectam com a prática pedagógica contemporânea?
Os 4Es essenciais da educação representam uma das maiores necessidades que as escolas e demais espaços pedagógicos possuem na atualidade. Tanto do ponto de vista dos professores, como também dos estudantes, é preciso que haja energia e emoções positivas no cumprimento dos afazeres e desafios diários; entusiasmo com os atos de ensinar e estudar, além da capacidade de perceber os encantos que permeiam o processo de ensino e aprendizagem. Isso tudo está intimamente relacionado à Educação Socioemocional, Educação Positiva e à jornada de florescimento humano. Detalharei cada um dos Es na palestra do dia 9 — que será imperdível.
2. Em sua visão, por que a educação socioemocional deixou de ser apenas uma tendência e passou a ser uma urgência nas escolas brasileiras?
Vivemos tempos que são ao mesmo tempo desafiadores e extremamente empolgantes no que se refere à educação. Temos grandes avanços tecnológicos e a presença cada vez mais forte da inteligência artificial para nos ajudar em diversas tarefas e funções. Em meio a tudo isso, é preciso oferecer às crianças e adolescentes as condições necessárias para que fortaleçam suas capacidades e desenvolvam habilidades fundamentais para a vida como: resiliência, curiosidade, prazer pelo esforço, tolerância à frustração, autoconhecimento, entre outras. E isso se dá através da educação socioemocional.
3. De que forma os 4Es podem contribuir para a construção de ambientes mais inclusivos nas escolas, acolhendo as diferentes realidades emocionais e sociais dos alunos?
Os 4Es são ferramentas incríveis para que professores e estudantes realizem suas tarefas imbuídos de propósito, positividade, autoconfiança, respeito às diferenças, aceitação de limites, valorização do outro e, principalmente, para o despertar da capacidade de sentir e perceber a beleza dos processos da vida. Estudar é uma delícia a partir do momento em que os envolvidos entendem o erro como oportunidade, fortalecem sua autoestima e aprendem a se encantar com os talentos dos outros sem sofrer com comparações.
4. Você acredita que há um papel específico que os gestores escolares e as famílias devem desempenhar no fortalecimento das competências socioemocionais nas crianças e adolescentes? Como esse trabalho pode ser feito de forma integrada?
O fortalecimento das habilidades socioemocionais deve sempre ser feito de maneira integrada. Antes de tudo, é preciso que cada agente — sejam eles professores, gestores, pais, mães, responsáveis ou funcionários de uma instituição — busquem pelo autoconhecimento e aprendam a gostar de se desenvolver. Para isso, é preciso dedicação. Em seguida, o trabalho é automaticamente estendido às crianças e adolescentes. Nós, adultos, somos exemplo e ensinamos muito mais através de atitudes do que somente por meio de discursos. Atualmente, vejo muitos gestores conscientes que buscam por projetos de Educação Socioemocional para suas escolas — e isso é sensacional. É o ponto de partida para mudanças verdadeiras e efetivas.
5. Que mensagem você deixaria para os educadores que ainda não conhecem o Simpósio de Educação Socioemocional? O que podem esperar da sua palestra e do evento como um todo?
Esse Simpósio de Educação Socioemocional tem a cara do IBFE, que sempre se notabilizou por ser uma instituição de vanguarda, capaz de trazer soluções e inovações para a educação. Quem comparecer ao evento poderá entrar em contato com incríveis conteúdos capazes de fazer a diferença no dia a dia dentro e fora da sala de aula. A palestra será marcada pela inspiração genuína, oriunda da minha experiência de mais de 26 anos como docente de diferentes faixas etárias. Trarei exemplos práticos, reflexões e situações que ocorrem nas escolas — tudo sempre com possibilidades de ação para o educador inserir em seu dia a dia. Será uma palestra para gestores, professores, pais, e todos que se interessam por educação.