Educação Psicomotora: emergência na Educação Infantil

17 Julho, 2025
Educação Psicomotora: Emergência na Educação Infantil"
Por Daniel Simões Rebello
O artigo "Educação Psicomotora: emergência na Educação Infantil", de Daniel Simões Rebello, propõe uma reflexão urgente e necessária sobre a importância da psicomotricidade no contexto escolar, especialmente na Educação Infantil. A palavra "emergência" é utilizada em dois sentidos: como algo que vem à tona e também como uma urgência que exige atenção e ação imediata dos educadores.
A psicomotricidade é compreendida como um campo essencial para o desenvolvimento integral da criança, integrando aspectos motores, cognitivos e afetivos. Rebello parte de sua experiência como professor de Educação Física para destacar a necessidade de repensar práticas pedagógicas que valorizem o corpo como parte do processo de aprendizagem. O brincar, nesse contexto, é apresentado não apenas como um momento de lazer, mas como uma estratégia metodológica potente e estruturante.
A partir de autores como Vitor da Fonseca, Le Boulch, Coelho e Darido, o texto evidencia que estímulos psicomotores bem planejados favorecem o desenvolvimento de habilidades fundamentais como tonicidade, equilíbrio, lateralidade, noção espacial e coordenação motora. Esses elementos são base para a aprendizagem formal, pois contribuem diretamente para o raciocínio lógico, linguagem, atenção e memória.
O artigo também dialoga com aspectos legais e políticos, apontando que o direito ao brincar é garantido por documentos como a Constituição Federal, o ECA e a LDB. A valorização do lúdico é vista como um direito da infância e uma ferramenta essencial para o desenvolvimento saudável e pleno das crianças.
Rebello destaca ainda que o brincar é uma via para o autoconhecimento, expressão de emoções e construção de vínculos sociais. Por meio da brincadeira, a criança experimenta o mundo, cria, descobre e aprende de forma prazerosa, segura e significativa. A psicomotricidade, quando inserida de forma consciente e planejada nas práticas escolares, potencializa esse processo.
O autor conclui que é preciso compreender a psicomotricidade não como algo acessório, mas como um eixo estruturante da educação infantil. Para tanto, defende-se uma mudança de postura dos educadores e das instituições, no sentido de reconhecer o corpo, o movimento e o brincar como elementos centrais da aprendizagem e do desenvolvimento humano.
Esse chamado à ação reforça a ideia de que a educação psicomotora é uma emergência — por ser fundamental e urgente — que deve ser acolhida com seriedade por todos os envolvidos no processo educacional.
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