Inclusão na Prática | Seu aluno com deficiência não fala? Como se comunicar? - por Maibí Mascarenhas

Inclusão

20 Dezembro, 2018

É possível perceber uma grande e comum aflição nos professores de alunos com deficiência que não se comunicam oralmente. Este é um assunto importante em pauta.

Primeiramente, não falar é diferente de não entender. A ausência da fala pode ser tanto uma condição passageira quanto fixa, porém, mesmo que a oralidade não ocorra, o aprendizado e vontade de se comunicar podem estar intactos, acontecendo normalmente, visto que é possível termos áreas de funcionamento afetadas e outras completamente saudáveis. Se possível, conhecer o diagnóstico do aluno será de grande valia para definir alguns procedimentos.

Em segundo lugar: calma, professor! Evite dizer ou reforçar frases como: "Ele não fala" ou "Acho que não vai falar nunca". Há casos comprovados de crianças que passaram anos sem dizer uma palavra sequer e, posteriormente, conquistaram a oralidade. Lide com naturalidade, explique a situação para a classe, evite a ansiedade e não desista.

Em terceiro lugar, brincadeiras musicais, trava línguas, intervenções lúdicas com o uso de espelhos e imitações de sons de forma próxima ao aluno podem ajudar no processo de conquista da oralidade. Quanto mais estimulação pedagógica, melhor. Caso o aluno seja atendido por um fonoaudiólogo, a parceria e orientações serão de grande valia.

Em quarto lugar, promova outras formas de comunicação: imagens, sinalização da escola, conjunto de sons, placas, gestos, expressões específicas, registros escolares... Use a criatividade para identificar as formas mais práticas e preferidas de interação do aluno. Desta forma, ele participará da vida escolar de forma mais autônoma e, automaticamente, mais produtiva e feliz.

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