Inclusão na Prática | O olhar docente sobre as diferenças - por Maibí Mascarenhas

Inclusão

20 Fevereiro, 2019

É natural que cada situação diferente chame a nossa atenção. Batata frita com sorvete, cabelos pintados de arco íris, pessoas com mais de dois metros de altura e tantas outras possibilidades menos comuns despertam e aguçam a observação intensa de nossa parte.

Porém, alguns destes casos ocorrem dentro da sala de aula, o que motiva a pergunta: você, professor, tem o olhar treinado para compreender e acolher as diferentes características dos seus alunos, em especial quando o assunto é deficiência?

Observo, em várias reuniões de planejamento anual, professores em pânico ao saberem que terão um aluno com deficiência. Medo, preconceito, desespero e sensação de despreparo são alguns dos fantasmas que rondam parte dos docentes. Lançam-se diversas previsões, juntam-se várias teorias (fundamentadas ou não) e a ansiedade estoura os parâmetros aceitáveis. Professor, calma! Treine o olhar. Nenhum aluno é igual ao outro, então, mãos à obra, dando o seu melhor.

Ao receber qualquer aluno com deficiência em sua sala de aula, conserve a afetividade de mãos dadas com a razão. Observe quais as dificuldades, barreiras, habilidades, preferências e temperamento, tendo em mente que a deficiência é apenas uma parte dele. Treinar o olhar para compreender as possibilidades de comunicação e atuação, bem como os pontos fortes e os pontos a potencializar, é uma das chaves para o sucesso no processo educativo. Outro ponto fundamental é acompanhar o desenvolvimento dele regularmente, para definir e redefinir estratégias de ensino, além de manter os braços abertos para o acolhimento e aproveitar as potencialidades de todos os estudantes para a aprendizagem global individual e coletiva.

Enxergue com o cérebro. Veja com o coração. Um olhar treinado para as diferenças saberá o quanto a diversidade é muito mais colaborativa do que desafiadora.

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