Inclusão na Prática | A classe que compreende a deficiência é mais acolhedora -por Maibí Mascarenhas

Inclusão

20 Março, 2018

Nas salas de aula onde as ações de inclusão da pessoa com deficiência ainda são desafiadoras, é possível observarmos, por parte dos alunos, algumas manifestações:

- Ele não me entende!
- Está perguntando de novo a mesma coisa???
- Pro (sim, diminutivo carinhoso de professor), ela está girando na sala!
- Será que ele entende o que a gente fala?
- Não quero ele no meu grupo.

Sim... Frases de exclusão, doloridas e incômodas para os educadores que sabem que a escola é lugar de diversidade, progresso e respeito. Porém, notemos que, por trás destas palavras, geralmente há medo e desconhecimento por parte dos envolvidos. O que fazer?

Simples. Explique! Como esperar compreensão sobre assuntos tão específicos de alunos ainda em formação e, geralmente, tão jovens? Nada melhor do que o professor para orientá-los sobre as condições do colega com deficiência, com todo cuidado, clareza e paciência.

Irão me perguntar: "Mas eu posso falar que tem uma criança com deficiência para a turma"?

Sim: não só pode,como deve. Alinhe com a gestão da escola e com a família da criança a abordagem e, em um momento em que o estudante envolvido não esteja presente, converse com a turma. Explique, na linguagem acessível à ela, o que ocorre com o colega, os motivos de alguns comportamentos, quais são as barreiras enfrentadas e dê algumas comandos e orientações para o grupo. Fazendo esta forma, não ocorre uma exposição do aluno, mas sim um empenho coletivo para que todos possam compreendê-lo e fortalecer seu processo individual e coletivo de aprendizagem e socialização. Conscientizar é o melhor modo de esvair a tensão da classe e dar sentido a algumas intervenções que alguns colegas ainda não compreenderam.

Está em dúvida? Faça o teste. O coração das crianças é suficientemente bom para gerar lindos resultados e acolher a todos.

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