Inclusão na prática | 'Acho que meu aluno tem deficiência'. Como proceder? - por Maibí Mascarenhas

Inclusão

23 Julho, 2018

Professores têm, em geral, olhos aguçados. Quanto maior o tempo de docência, maior a tendência de observar e perceber quando há comportamentos e padrões de desenvolvimento diferenciados em uma criança.

Vamos supor que você, docente, suspeite que um determinado aluno da sua classe tenha traços relacionados a algum tipo de deficiência, porém, não houve nenhum comentário feito pela família ou gestão escolar. Como proceder?

Em primeiro lugar, converse com a coordenação escolar. Informações contidas em prontuários podem ajudar, bem como relatos em reuniões específicas. Caso não haja nenhum comentário, documento ou observação, é interessante aplicar uma ficha de anamnese junto a família. Para quebrar o gelo, caso a mesma seja mais resistente, pode se estabelecer este padrão de análise para os demais alunos da classe, afinal, anamnese é comum em várias escolas.

Após isto, vem uma parte prática importante: selecionar atividades feitas pela criança, filmar diversas ações e organizar registros e relatórios para solicitar uma reunião com a família. É importante que a conversa seja feita de forma bastante serena, acolhendo os familiares, mas que solicite a avaliação de criança por parte de profissionais de saúde.

Porém, há um ponto fundamental: treinarmos o nosso olhar. Há sintomas que podem nos confundir, assim como alguns comportamentos podem gerar dúvidas sobre qual será o real quadro da criança. Portanto, enquanto isso, independente das informações que possam vir (nem sempre elas vem), o principal é conhecer nosso aluno e, através do que observamos em sala de aula, fazermos o melhor para o seu desenvolvimento.

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