Inclusão na Prática | Calma! - por Maibí Mascarenhas

Inclusão

20 Maio, 2019

Vamos imaginar algumas situações: o seu aluno com TEA teve a rotina totalmente alterada, o estudante com TOD perdeu o controle após um embate ou você vê a sala carregando no colo, gentilmente mas sem a sua autorização ou qualquer noção de segurança, seu aluno com paralisia cerebral severa. Ambas as situações podem terminar em gritos, surtos, machucados ou, no mínimo, gerar estresse nos adultos responsáveis, visto que os riscos de acidentes ou reações negativas são reais.

 

Diante de situações de conflito, medo, estresse e afins, diversas pessoas reagem potencializando o desequilíbrio. Gritam quando ouvem gritos, ficam estáticas ou, no desespero, perdem a clareza do que fazer.

 

Então, professor... Calma! Quanto mais profissionais responsáveis pelos alunos estiverem equilibrados emocionalmente, melhor.

 

Algumas dicas boas para se manter  tranquilidade são observar o contexto do aluno no momento de crítico e manter a frieza. Para isso, diga ao seu cérebro que o ocorrido não te envolve. Este distanciamento pode permitir um relaxamento maior para que o raciocínio flua. Em seguida, seja rápido nas ações definidas, utilize as técnicas conhecidas, direcione o grupo e acolha seu aluno. Entenda que, caso esteja ocorrendo um surto, manter a segurança de todos é essencial e tentar conversar, naquele exato momento, não surgirá tanto efeito. Por fim, mostre estar disponível para colaborar com o estudante, mantendo sua voz serena e firme, desfocando-o do epicentro do estresse e, se necessário, acolha fisicamente e ensine a inspirar e expirar lentamente.

 

Acredite: estas sugestões são usadas inúmeras vezes, independente de serem situações que envolvam pessoas com deficiência. Manter a calma, então, é um dos pontos principais para uma solução mais rápida e eficaz.