Metodologias ativas - por Max Franco

Metodologias Ativas

18 Outubro, 2017

Há profissões difíceis, há profissões extremamente difíceis e há de professor.

 E há uma questão óbvia e pitoresca no mundo profissional, e mais ainda quando se refere ao Educador: quanto melhor quer ser o professor, mais difícil é sê-lo. 

Costumo dizer, entretanto, que professor é uma profissão elástica.  A verdade é que há um fator estranho na práxis do educador. Há gente que consegue ser professor sendo péssimo profissional. Não deve ser uma pessoa muito feliz. Mas, basta nos lembrarmos de alguns professores que tivemos na vida para observarmos que isso é verdade. Qualquer um consegue ser professor? Admitamos. Todavia, ser um bom professor é dificílimo! E, hoje, muito mais. 

Não precisamos aqui trazer à baila os desafios atuais do mundo da Educação para justificarmos essa afirmação. Afinal, de maneira geral, sabemos dos grandes obstáculos que o professor atual precisa, diariamente, enfrentar.  O fato é que se era exigente antes, hoje, é quase impossível. 

Nestes anos em que atuo na Educação, observo um fenômeno peculiar. Há uma questão com o termo "conservador". Ninguém quer ser chamado de conservador. Um adjetivo que é quase um palavrão. No entanto, a maioria das instituições de ensino trabalha de forma conservadora, como também grande parte da classe docente é conservadora.  Inclusive, devemos ressaltar, há excelentes escolas e professores que são conservadores.   

Não obstante, por melhor que seja o trabalho destes profissionais e casas de Educação, é óbvio-ululante que o ensino tradicional - já faz tempo - deixou de dar respostas conclusivas, principalmente, para as novas gerações. O problema é que dar aula é muito exigente, mas, como em qualquer profissão, há sempre uma zona de conforto. Essa zona é a aula tradicional.  Decerto, é muito difícil mudar, mas, como sabemos, quem não muda está fadado à extinção.  O problema é saber como mudar e o que fazer para mudar.

A solução, porém, existe e passa por uma mudança de mentalidade e de prática. É preciso aprender para depois ensinar. O professor hodierno precisa estudar e não apenas o conteúdo o qual leciona. Precisa, antes de tudo, estudar como dar aula.  Afinal, antes de dar aula de matemática, preciso saber dar aula e, é claro, dominar o conteúdo de matemática. 

Para isso, hoje em dia, só o que não falta é ferramenta.  É o que vem se convencionando chamar de    "Metodologia ativa", em suma: todo e qualquer método de ensino-aprendizagem que posicione o aluno  como protagonista do seu saber. Que o tire do seu tradicional lugar de passividade, imóvel, pouco envolvido, passivo. 

Pedagogia de projetos, PBL, ensino híbrido, estudo do meio, storytelling... são inúmeras as   metodologias que podem ser utilizadas para  se enriquecer uma aula e, com isso, conseguir o tão almejado engajamento do aluno. O melhor é que estes métodos estão ao alcance da mão do professor que deseja aprender a utilizá-los. Basta saber onde buscá-los, inseri-los no seu planejamento e por em prática. Se possível, o mais breve possível.   



É justamente para ajudar a fornecer este repertório aos professores, que o Instituto Brasileiro de Formação de Educadores (IBFE), por exemplo, está lançando um curso de pós-graduação pioneiro de "Metodologias ativas em Educação". (http://www.unitaeducacional.com.br/instituto-brasileiro-de-formacao-de-educadores).

Sugiro, também, a leitura do ebook produzido pelo site porvir , que compila 18 das mais inovadoras e eficientes metodologias  aplicadas por professores de diversas partes do Brasil. Vale a leitura.  (https://www.ibfeduca.com.br/downloads/ebookdesafio2017-v1.4.pdf).

 

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